quarta-feira, 19 de março de 2008

A vida através de uma janela.

Final de dia. Parado na porta do shopping aguardo o ônibus que me levará para casa. Compenso essa espera observando o movimento que me cerca.
Pessoas apressadas trombam umas com as outras, sem ao mesmos se desculparem com um olhar, outras são abordadas por entregadores de panfletos, algumas desafiam os carros ao atravessarem com o semáforo verde para os veículos, sem se preocuparem se vale a pena o risco.
Finalmente o ônibus chega. Abre a porta e pacientemente aguardo a minha vez de subir os poucos degraus que me separam de minha confortável poltrona.
Continuo a observar o cotidiano das pessoas, agora confortavelmente e através da janela do ônibus, onde o transito intenso obriga o ônibus a permanecer alguns minutos parado na Praça da Sé, o que me faz ver o sofrimento do povo brasileiro. Algumas pessoas, sentadas ao chão, pedem esmolas. Um grande número está sendo nas escadarias da igreja, como que a espera de um milagre que os tire dessa situação. Alguns improvisam uma barraquinha para vender produtos de procedência duvidosa.
Sem nada poder fazer, observo uma senhora que acaba de ter a bolsa roubada, mas sabendo da impunidade que nos cerca, o assaltante fingiu correr 2 ou 3 metros e passou a caminhar enquanto vasculhava a bolsa.
O trânsito volta a fluir e volto minhas atenções para o filme que se inicia, deixando para outro momento a visão do cotidiano dos paulistanos.

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