terça-feira, 19 de agosto de 2008

Uma pessoa comum.

Para escrever essas poucas palavras movimentamos uma comunidade, entramos em contato com amigos do passado e do presente, recolhemos fotos e buscamos fatos de sua infância e juventude. Fizemos tudo isso apenas para buscar inspiração para homenageá-lo.
Por diversas vezes palavras foram unidas, transformando-se em frases que foram apagadas, apenas por acreditarmos não estar à altura de demonstrar o carinho que temos por você. E de tanto fazer e desfazer percebemos o que estava diante de nossos olhos.
Enquanto bebê você chorou quando estava com fome, na infância, dançou nas festas juninas da escola, representou nos teatros infantis, fez a primeira comunhão, riu, brincou, tocou, cantou e viajou com os amigos na adolescência. Temos certeza que guarda com muito carinho quando você e mais 3 amigos, sentados em um barzinho, dividiram a mesma sobremesa. Quantas piadas não devem ter contado. Quantas boas lembranças devem estar guardadas com carinho. Temos ciência que a vida não é um mar de rosas, por isso sabemos que algumas lembranças amargas também devem existir, mas mesmo elas o ajudaram a atingir os objetivos.
Pe. Isac, ficamos felizes ao descobrir que você é uma pessoa comum. Sim, uma pessoa comum como tantas outras. Uma pessoa que nasceu, cresceu, brincou, estudou, viajou, fez amigos, assim como todo jovem faz, que os não tão jovens já fizeram e que as crianças um dia farão.
Ficamos felizes por você que, vivendo tudo isso, fazendo tudo que atrai a um jovem, não teve dúvidas ao atender o chamado de Deus.
Nós por vezes acreditamos na crença que os padres nascem nas sacristias, apenas brincam entre os bancos da igreja e que a maior traquinagem é puxar a batina do padre, mas olhando suas fotos, analisando os fatos de sua vida percebemos o quanto estamos errados. Você cresceu como um jovem comum, aceitou o chamado vocacional, assumiu a responsabilidade e a missão de ser o nosso porta-voz perante Deus e não perdeu a sua alegria e nem seu carisma, que tanto nos contagia.
E baseados em sua história pedimos a Deus que continue a iluminar os jovens e estes, espelhados em você, não tenham medo ou receio de dizer sim ao chamado para serem trabalhadores da messe.
E para finalizar faço um agradecimento a Deus.

Obrigado Senhor, por fazer do Pe. Isac uma pessoa comum.

quarta-feira, 19 de março de 2008

A vida através de uma janela.

Final de dia. Parado na porta do shopping aguardo o ônibus que me levará para casa. Compenso essa espera observando o movimento que me cerca.
Pessoas apressadas trombam umas com as outras, sem ao mesmos se desculparem com um olhar, outras são abordadas por entregadores de panfletos, algumas desafiam os carros ao atravessarem com o semáforo verde para os veículos, sem se preocuparem se vale a pena o risco.
Finalmente o ônibus chega. Abre a porta e pacientemente aguardo a minha vez de subir os poucos degraus que me separam de minha confortável poltrona.
Continuo a observar o cotidiano das pessoas, agora confortavelmente e através da janela do ônibus, onde o transito intenso obriga o ônibus a permanecer alguns minutos parado na Praça da Sé, o que me faz ver o sofrimento do povo brasileiro. Algumas pessoas, sentadas ao chão, pedem esmolas. Um grande número está sendo nas escadarias da igreja, como que a espera de um milagre que os tire dessa situação. Alguns improvisam uma barraquinha para vender produtos de procedência duvidosa.
Sem nada poder fazer, observo uma senhora que acaba de ter a bolsa roubada, mas sabendo da impunidade que nos cerca, o assaltante fingiu correr 2 ou 3 metros e passou a caminhar enquanto vasculhava a bolsa.
O trânsito volta a fluir e volto minhas atenções para o filme que se inicia, deixando para outro momento a visão do cotidiano dos paulistanos.